depressão

10 sinais da depressão

Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, atualmente, mais de 11 milhões dos brasileiros convivem com a depressão. Esse percentual é ainda mais significativo por ser a 2ª causa incapacitante entre os brasileiros. Além disso, o país está há, apenas, uma posição abaixo dos EUA no ranking depressivo na América.

Não por acaso, esse transtorno é conhecido como o mal do século. Isto é, ninguém está livre desse distúrbio. Mesmo que seja mais frequente entre mulheres, pode afetar pessoas de qualquer sexo e idade. Diante disso, é urgente discutir esse tema. Pois, somente dessa forma, quem sofre terá plenas condições de ser diagnosticado e tratado. 

Para isso, é preciso reconhecer os sintomas da doença. Confira neste artigo alguns sinais clássicos desse quadro.

Depressão x tristeza

Antes de mais nada, é essencial diferenciar a tristeza da doença. Para começar, quem está triste sente algo momentâneo e reativo, normalmente, por alguma causa. 

Já a pessoa deprimida somatiza uma série de sintomas, que pode ou não coincidir com a tristeza. Além disso, nem sempre há relação com um trauma ou evento óbvio.

Outro aspecto notável é o tempo de duração das crises. Isso porque, para se considerar em crise depressiva, é necessário permanecer nesse estado por mais de 15 dias

Depressão primária

Inúmeros fatores podem contribuir para essa condição, contudo, a genética tem um papel relevante nesse sentido. Quem tem parentes diagnosticados e apresenta pelo menos metade dos sintomas expostos nos próximos tópicos, deve, sim, procurar auxílio profissional. Mesmo que seja para se prevenir, já que a doença pode evoluir para quadros mais graves. Sem contar que se trata de algo crônico, ou seja, acompanha a pessoa toda a vida.

Porém, na maioria das vezes, não é o que se vê na prática. Pelo contrário, quem se encontra nesse estágio inicial tende a considerar muitos desses sinais como traços de sua personalidade. Com isso, pode se isolar do mundo e até ter dificuldade para se aceitar como tal.

Depressão secundária

Os pacientes nesse estágio, geralmente, sofreram algum desequilíbrio de ordem clínico. Pode coincidir com o Hipotireoidismo, ou ter tido um AVC recente, por exemplo. O fato é que raramente se trata de um fenômeno isolado. Sabe-se até de casos em que a alimentação pobre em determinadas vitaminas pode desencadear as crises. 

Por isso, não se espante se o psiquiatra recomendar verduras cruas e frutas como tratamento complementar. Leve a sério, pois esse hábito ajuda na flora intestinal que está diretamente relacionada às mudanças de humor.  

Depressão reativa

Essa talvez seja a forma mais fácil de se detectar. Isso porque o paciente passa por um período de luto evidente. Seja pela perda de um ente querido, desemprego, ou até uma mudança abrupta de cidade. 

Agora que você já sabe os tipos da doença, conheça os sintomas mais comuns a seguir.

1. Sono irregular

Acontece quando há algum desvio no sono de vigília. Assim, a pessoa pode acordar de madrugada e depois não consegue dormir de novo. Com o tempo e sem tratamento, tende a passar noites em claro. O que compromete bastante a vida do paciente.

O padrão pode se inverter quando a pessoa compensa isso através do uso indiscriminado de remédios contra a insônia. Desconfie, portanto, se seu amigo substitui com frequência momentos para se isolar dessa forma.

2. Apatia

Quem convive com a doença costuma se queixar de cansaço e prostração. O abatimento também pode ter relação com tensões no corpo e enxaqueca. E ainda pode ser observado oscilações cardíacas sem motivo aparente.

3. Mudanças súbitas no humor

A insônia, por sua vez, costuma ter interferência direta na personalidade. Já que, com o tempo, a pessoa passa a ter problemas de concentração ou tornar-se irritadiça e ainda mais ansiosa. 

4. Alteração no apetite 

Em regra, o desânimo interfere no apetite desse grupo. Nesse caso, a pessoa perde a vontade de se alimentar e vai definhando. Se nada for feito, pode chegar à inanição.

Porém, pode acontecer o contrário naqueles pacientes com nível de stress elevado. O que faz com que assumam uma verdadeira compulsão alimentar.

5. Libido comprometida

Naturalmente, quem se encontra nessa situação tende a perder o interesse pelo outro. É interessante ressaltar que não se trata apenas do sexo. Mas, sim ,da aparência e higiene como um todo que são comprometidas. Da mesma maneira como isso interfere em todas as relações afetivas, seja entre parceiros, familiares ou amigos.

Há casos, no entanto, em que o paciente depressivo busca suprir esse vazio por meio da luxúria e promiscuidade. O que não deixa de ser um risco, devido ao alto índice de contágio de doenças sexualmente transmissíveis. Sem contar que esse comportamento pode piorar o quadro.

6. Anedonia 

A falta de prazer permanente com a vida ou perspectiva é outro sintoma comum. Assim, atividades que antes satisfaziam perdem sentido. 

Vale lembrar que, ao contrário da crença popular, não se trata de acomodação. Mas, sim, algo orgânico, que acontece em consequência da baixa de Dopamina. Por se tratar de um tipo de hormônio ligado ao prazer, afeta o ânimo da pessoa.

7. Autodepreciação constante

A culpa e inadequação é outro sentimento que acompanha depressivos por toda a vida. Esse mal-estar e baixa autoestima é recorrente. E não depende, necessariamente, da afirmação de outras pessoas. 

8. Alucinação

Existe a possibilidade do paciente se sentir perseguido. Em alguns casos, essa sensação pode se tornar uma espécie de obsessão. Ou mesmo “mascarar” outros transtornos mentais. Esses sintomas tendem a ser agravados se combinados ao álcool excessivo.

9. Automutilação

Além dos problemas ligados à alimentação, o paciente pode tentar aliviar a angústia com cortes pelo corpo, assim como arrancar os cabelos de forma violenta e compulsiva.  

10. Despreza à vida na depressão

Sem perspectivas de seguir adiante, o paciente pode atentar contra a vida. Lembre-se, mais uma vez, que a pessoa se encontra em um grau elevado de sofrimento.

Por isso, se você se identificou com a maioria desses sinais, procure auxílio profissional. Ou se conhece alguém com sintomas semelhantes, saiba que há alternativas e tratamento. Não naturalize a dor se cuide.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

O que deseja encontrar?

Compartilhe

Share on facebook
Share on linkedin
Share on google
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp

Dr. Deyvis Rocha  | Psiquiatra | CRM-SP 127821

Desenvolvido com pelo iMedicina. Todos os direitos reservados.