alucinações na infância

Alucinações na infância: causas, sintomas e tratamentos

Sem dúvidas, a infância é o período da vida onde o faz-de-conta é muito explorado pelas crianças. Entretanto, pesquisas recentemente indicam que quadros de alucinação são muito mais comuns nessa fase da vida do que se imaginava. Muitas vezes, os relatos das crianças eram taxados como frutos de uma imaginação hiperativa ou de um mundo de fantasia quando, na verdade, eram outra coisa. A alucinação gera uma falsa percepção visual, auditiva, tátil, gustativa e até olfativa sem relação alguma com eventos externos. É algo um pouco mais complexo de ser avaliado na infância, pois deve ser diferenciada dos demais fenômenos, como os amigos imaginários e imagens guardadas na memória. Acompanhe, a seguir, algumas considerações importantes sobre essa condição!

Quais são as causas e os sintomas das alucinações na infância?

Durante a infância, a criança pode apresentar quadros de alucinação com origem em problemas de sono, estresse e mau-humor, situações que tendem a sumir quando os eventos que as causam desaparecem. Entretanto, quando se mostram persistentes e perturbadoras é hora de fazer uma avaliação mais atenta com um profissional. Pode acontecer, mas é muito raro, que a condição tenha como base uma causa médica — distúrbios do sono que interferem na consciência chegando a invadir os períodos de vigília e ataques de epilepsia. A psicose grave, evidenciada por meio de diagnóstico de esquizofrenia, também pode causar alucinações, mas isso é ainda mais raro na primeira fase da vida. Mas ao ocorrer podem se manifestar como episódios aterrorizantes e impressionantes. Um fato importante de ser conhecido e já confirmado por estudos, é que as crianças que sofrem de alucinação, mas não tem nenhum sintoma psicótico tem um prognóstico melhor que aquelas que apresentam tais sintomas. De acordo com a situação e o tipo de alucinação a criança pode sentir e relatar coisas como:
  • ouvir vozes,
  • ver imagens irreais, como pessoas, monstros e animais;
  • sentir cheiros que não existem;
  • achar que foram tocadas por algo ou alguém;
  • ter sensações no corpo, como insetos caminhado sob a pele.

A importância do apoio médico

O critério mais usado para definir a necessidade de um acompanhamento médico recorrente é se as alucinações são frequentes, aterrorizantes e afetam a criança de formas variadas. As terapias são muito recomendadas, pois ajudam os pequenos a entender o que são as alucinações, como elas começam e como interrompê-las. Entretanto, existem aquelas que são quadros decorrentes de emoções positivas, essas quase nunca afetam a relação da criança com a família e o seu desenvolvimento, além disso, costumam desaparecer por conta própria e são benignas. Ainda assim, é sempre recomendado consultar o especialista. Por fim, ter alucinações na infância não aumenta as chances de a criança ter doenças psiquiátricas na idade adulta, transtorno cerebral orgânico, depressão ou tipos de psicose. Os pais devem estar atentos aos sinais apresentados pelos seus filhos. Como apontamos, há casos que a alucinação não representa nenhum problema. Mas existem aqueles que precisam de uma atenção especial, pois além de fugir do campo da normalidade ou da fantasia infantil, podem interferir no processo de desenvolvimento da criança que, além do medo, pode se sentir culpada pelo que está acontecendo. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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Dr. Deyvis Rocha  | Psiquiatra | CRM-SP 127821

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