Bipolaridade

Bipolaridade: o que é e como lidar com esse transtorno

A bipolaridade é uma enfermidade mental crônica, que afeta a rotina do indivíduo de forma intensa. A principal característica dessa condição são as mudanças graves no humor. Elas podem oscilar entre mania (altos extremos) e depressão (baixos extremos).

Além disso, as alterações ligadas ao transtorno bipolar podem ocorrer de forma recorrente ou apenas eventualmente. Todavia, para lidar com essa doença, é preciso conhecer seus principais aspectos, sintomas e quais as consequências negativas ela tem para a vida da pessoa.

Nos próximos parágrafos, abordaremos algumas considerações muito importantes sobre a bipolaridade. Acompanhe e entenda melhor um dos distúrbios mentais mais comuns e complexos.

Como lidar com o transtorno bipolar

Antes de tudo, vale ressaltar que a forma como os sintomas afetam a pessoa varia do tipo de bipolaridade com a qual foi diagnosticada. Contudo, existem alguns pontos que o próprio indivíduo pode começar acompanhar para lidar melhor com sua condição. Veja:

Ter uma rotina de sono e atividades

Um estudo publicado no American College of Neuropsychopharmacology (ACNP) apontou que pacientes com uma rotina de sono bem definidas tinham os sintomas da doença bipolar aliviados.

Isso acontece porque o nosso cérebro trabalha melhor quando há uma rotina consistente. Por exemplo, para a hora de acordar, hábitos alimentares, período de trabalho e higiene do sono. Ou seja, quando o cérebro sabe o que vai fazer em seguida, fica menos sujeito a altos níveis de estresse. Além disso, a pessoa tem mais calma e disposição para lidar com outros problemas e frustrações, incluindo aqueles relacionados ao seu transtorno.

Monitorar o humor e os sintomas

Para lidar com a bipolaridade, é essencial ter consciência sobre como você está se sentido. Quando os sintomas claros de depressão ou mania surgem, geralmente já é muito tarde para fazer algo a respeito das alterações de humor.

Sendo assim, acompanhar de perto as pequenas mudanças de humor, por mais sutis que sejam, os padrões de sono, a qualidade dos pensamentos e a disposição diária, podem ser práticas muito úteis. Afinal, se o problema for identificado mais cedo, será possível agir com mais rapidez e, dessa forma, evitar que uma pequena alteração se transforme em um episódio intenso de depressão ou mania.

Ficar atento aos sinais de alerta

Acima, falamos sobre a importância de monitorar a condição. Porém, outra prática que pode ajudar a lidar com a bipolaridade é saber quais são as influências externas ou gatilhos que provocaram um episódio de depressão ou mania no passado.

Por exemplo, alguns desses gatilhos podem envolver poucas horas de sono, mudanças sazonais, problemas no trabalho, dificuldades financeiras, ansiedade, estresse, brigas com entes queridos ou problemas na escola.

Participar do tratamento

A ideia aqui é ser um participante ativo do próprio tratamento. Sendo assim, procure aprender mais sobre a bipolaridade, seus sintomas e opções de tratamento. Afinal, quanto mais informações você tiver sobre a sua condição, melhor preparado estará para enfrentar os sintomas e  fazer escolhas com mais segurança para si mesmo.

Por fim, mantenha sua rotina de visitas ao especialista e siga todas as orientações de forma rigorosa. Além disso, seja honesto sobre seus sintomas, suas expectativas e quaisquer efeitos colaterais que possa estar experimentando. Tenha em mente que essa relação franca é fundamental para sua própria qualidade de vida e controle da bipolaridade.

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Dr. Deyvis Rocha  | Psiquiatra | CRM-SP 127821

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