Depressão na mulher

Depressão na mulher: entenda por que ela é mais comum

A depressão na mulher, assim como nos homens, é um transtorno mental caracterizado pela perda de interesse em atividades, tristeza, angústia, entre outros, que afeta negativamente a qualidade de vida do paciente.

Dos transtornos mentais, a depressão é um transtorno complexo e se manifesta por meio de sintomas físicos e psíquicos.

É considerada a queixa mais comuns em mulheres, em especial, entre 35 e 50 anos, sendo causadas possivelmente por alterações clínicas distintas e oscilações hormonais.

Além disso, entre os motivos possíveis da depressão na mulher, estão a baixa produção dos hormônios ovarianos, irregularidades menstruais, alterações do sono, da memória ou do humor.

Sinais e sintomas da depressão na mulher

Os sinais podem variar muito e ter algum deles não significa necessariamente que exista um quadro depressivo. Caso eles persistam por longos períodos, é preciso atenção e consultar um médico especialista. Entre os sinais e sintomas mais comuns, estão:

  • Tristeza profunda,
  • Pensamentos negativos sobre si;
  • Sensação de desamparo;
  • Baixa autoestima;
  • Alterações no humor;
  • Perda de interesse em atividades antes prazerosa;
  • Falta de apetite;
  • Insônia;
  • Dificuldades para se concentrar;
  • Dores de cabeça e dores pelo corpo.

Fatores de risco da depressão na mulher

As causas precisas ainda não são conhecidas. Porém, alguns fatores de risco podem favorecer o surgimento do distúrbio na mulher. Entre eles, destacamos:

  • Hereditariedade;
  • Mudanças hormonais;
  • Estresse;
  • Reações a medicamentos;
  • Distúrbios da tireoide, ou alguma outra doença;
  • Pós-parto.

Além disso, o relacionamento conjugal desgastado, o apego excessivo aos filhos, histórico de depressão e a condição socioeconômica, podem favorecer o quadro depressivo.

Por que as mulheres a depressão é mais comum nas mulheres

Esse transtorno se desenvolve a partir da interação entre fatores genéticos com o estresse, associado a isso, fatores ambientais e emocionais como os descritos acima.

Além disso, a genética e a alteração hormonal podem ser considerados os grandes influenciadores para o desenvolvimento da doença.

Os hormônios femininos, estrogênio e a progesterona, têm um papel relevante nesse processo. Visto que há uma variação em seus níveis quando ocorrem os ciclos menstruais, o pós-parto e a menopausa. Essas variações são acompanhadas por mudanças no estado mental das mulheres.

Da mesma forma, os métodos contraceptivos utilizam estes hormônios em sua base, podendo também favorecer o desenvolvimento da depressão.

Como é feito o tratamento para a depressão feminina?

Existem diferentes abordagens possíveis para tratar a depressão feminina, e elas podem ser utilizadas separadamente ou em conjunto para uma maior eficácia. A escolha do melhor tratamento é pessoal e o médico deve levar em consideração fatores como a frequência e a intensidade dos sintomas.

O tratamento medicamentoso pode ser utilizado em diferentes estágios, pois atuam nos neurotransmissores do cérebro e auxiliam o sistema nervoso central para restabelecer o equilíbrio químico.

O período de tratamento da depressão na mulher é variável, podendo durar poucos meses ou até anos. Por isso, é importante que procure um médico especialista já nos primeiros sinais.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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