fobia social

Fobia social: sintomas, causas e tratamento

Encontros sociais, apresentações em público ou o começo de um novo emprego, por exemplo, são eventos sociais que geram certa ansiedade natural sobre as pessoas. No entanto, se a ansiedade e a insegurança em situações como essas são fortes a ponto de interferir o convívio coletivo e impedir situações, pode ser um caso de fobia social.

A timidez, por exemplo, é parte comum das pessoas em maior ou menor grau. No entanto, costumeiramente, com o passar do tempo a pessoa se livra dessa sensação incômoda e se sente bem no ambiente. Essa dinâmica, todavia, não ocorre em pacientes com essa fobia.

Na fobia social, ou transtorno da ansiedade social, os pacientes costumam não ter nem chance de se acostumar com a situação ou ambiente que leva à fobia. Isso se dá porque tais momentos são evitados a todo custo.

Pacientes com fobia social costumam ter crises pelo simples fato de pensar nesse tipo de situação. Não surpreendentemente, em alguns casos o pavor é tanto que os pacientes viram seres isolados.

Causas da fobia social

Como outros transtornos da saúde mental, a fobia está relacionada a uma complexa interação entre o ambiente e as características genéticas da pessoa. Em síntese, as possíveis causas incluem:

Hereditariedade

Apesar de ainda não comprovada a ligação genética com esse distúrbio, observa-se uma conexão. Os transtornos de ansiedade são frequentes em pessoas da mesma família.

Estrutura cerebral

As amígdalas cerebelosas, compõem uma importante estrutura cerebral, chamada de centro de medo do cérebro. Estudos recentes mostram que uma desregulação nessa estrutura, gera uma produção excessiva de serotonina. Por conseguinte, notou-se que pacientes com fobia social fazem mais serotonina e, uma razão subjacente da hiperatividade da amígdala nesses pacientes.

Traumas

Uma convivência harmoniosa na infância reflete positivamente na formação do indivíduo. Se essa relação for conflituosa, seja dentro de casa ou na escola, os índices de fobia podem aumentar.

Situações de bullying, rejeição, abusos e conflitos familiares, por exemplo, podem impactar na insegurança e na autoestima da pessoa.

Timidez excessiva

A timidez em excesso na infância atrapalha as crianças a fazer amigos. Por certo também dificulta o enfrentarem situações cotidianas, favorecendo o isolamento. Além disso, a condição pode gerar situações traumáticas, que como já visto, podem, também, levar à fobia.

Sintomas mais comuns

Timidez ou desconforto em situações pontuais não podem ser consideradas como sinais de transtorno de ansiedade social, sobretudo em crianças. O comportamento de uma pessoa frente a uma situação varia conforme sua personalidade e experiência de vida. Com toda a certeza, alguns serão naturalmente mais agitados e outros mais reservados.

Para o diagnóstico preciso, é preciso observar, principalmente, se os sintomas de timidez e desconforto vêm acompanhados de nervosismo, medo ou ansiedade acentuada.

A fim de ser considerados parte da fobia social, esses sintomas devem afetar diretamente a qualidade de vida, atrapalhando a rotina diária, no trabalho ou escola, por exemplo.

Tratamentos para a fobia social

Os tratamentos mais comuns envolvem psicoterapia, assim como o uso de medicamentos. Essas abordagens podem ser prescritas em conjunto, ou de maneira separada, a depender do caso.

São utilizados para tratar o transtorno de ansiedade social, medicamento inibidores da recaptação da serotonina, assim também como a norepinefrina. Com efeito, a depender da avaliação médica, antidepressivos, inibidores de ansiedade e betabloqueadores podem ser de igual modo adequados.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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