neuroplasticidade

O que é a Neuroplasticidade?

Estudos recentes derrubaram uma teoria que vigorou durante muitos anos, a de que nosso cérebro não é capaz de se alterar depois que nos tornamos adultos e de que lesões neurais são permanentes. Neste sentido, surgiu o conceito de neuroplasticidade.

Você já ouviu falar nesse termo? Ficou interessado? Então, continue a leitura. A seguir, explicaremos tudo o que há de mais importante sobre o assunto.

O que é neuroplasticidade?

Trata-se da capacidade que o cérebro tem de mudar e reorganizar os neurônios quando passa por transformações ambientais, experimentais, físicas, sociais ou por lesões mais graves. Assim, podemos entender a neuroplasticidade como o processo contínuo de mudança do cérebro.

Ainda, a plasticidade neuronal, como também é chamada, está presente em todas as pessoas e não apenas em quem passa por grandes traumas. Isso porque é um processo que ocorre involuntariamente, trazendo muitos benefícios para o corpo.

Ademais, podemos comparar a neuroplasticidade com as mudanças que acontecem em outras partes do corpo. Por exemplo, ao praticarmos exercícios, melhoramos nosso condicionamento físico, ou seja, há uma readaptação do corpo.

Tipos de neuroplasticidade

A capacidade de adaptação do cérebro pode ocorrer de cinco formas diferentes. Assim, o conceito de neuroplasticidade é classificado de acordo com essas variações. A seguir, saiba mais sobre eles:

  • axônica: refere-se à plasticidade inicial do desenvolvimento do cérebro que acontece a partir do nascimento até os dois primeiros anos de vida. Está relacionada as novas descobertas das crianças sobre a vida, o ambiente e seu corpo;
  • dendrítica: trata-se das alterações de forma e tamanho das espinhas dendríticas, uma espécie de “fio” que conecta e transmite as informações entre os neurônios;
  • somática: refere-se à capacidade cerebral de regular a proliferação e a morte das células nervosas, estando presente apenas no sistema nervoso do embrião;
  • sináptica: trata-se da plasticidade que ocorre nas sinapses, enfraquecendo ou fortalecendo-as de acordo com os estímulos externos e internos que recebe;
  • regenerativa: refere-se à capacidade de regeneração dos axônios afetados e ocorre principalmente no sistema nervoso periférico, responsável por conectar o sistema nervoso central (SNC) com outras partes do corpo.

Como a neuroplasticidade pode ser utilizada?

Por ser um processo que promove uma readaptação das funções cerebrais, a neuroplasticidade é muito utilizada em áreas de saúde que buscam realizar um trabalho regenerativo, como a fisioterapia e a psicologia.

Assim, realizam-se exercícios que estimulam as funções motoras e previnem futuras perdas de cognição em função de lesões e traumas. Em algumas situações, também pode ser utilizada para ajudar um paciente a mudar hábitos prejudiciais a sua saúde.

Quando não existem lesões neurais, a maleabilidade cerebral é usada por psicólogos para ajudar o cérebro a internalizar uma mudança. Por isso, é aplicada em pacientes com depressão, mudanças de personalidade, sentimentos e comportamentos. autismo, reabilitação de vícios e dependências, entre outros.

Portanto, com o surgimento da neuroplasticidade, podemos afirmar que nosso cérebro está em constante evolução ou adaptação. Por isso, aquela ideia de que “eu nasci assim” não tem mais fundamento científico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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Dr. Deyvis Rocha  | Psiquiatra | CRM-SP 127821

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