ansiedade

Qual a diferença entre entre a crise ansiedade e a síndrome do pânico?

Talvez, você já tenha ouvido falar sobre os termos síndrome do pânico e crise de ansiedade, usados com muita frequência, como se fossem sinônimos.

Apesar de ser compreensível a confusão, tendo em vista que os sintomas são parecidos, é preciso ter em mente que são coisas diferentes e, como tal, abordagens distintas são necessárias para a gestão de cada um desses problemas.

Nos próximos tópicos, você vai entender melhor sobre essas condições, seus sintomas e o que as diferencia. Acompanhe!

Síndrome do Pânico

Muitas pessoas passam apenas por um ou dois ataques de pânico durante toda a vida. Contudo, quando a situação geradora do estresse desaparece o problema vai junto.

Entretanto, quando o indivíduo tem ataques de pânico de forma recorrente e inesperada, e passa muito tempo com um medo persistente de que outro ataque ocorra, pode ser que ele tenha a chamado síndrome do pânico.

Alguns sintomas dessa condição são:

  • diarreia, náuseas e dores gástricas;
  • dores no peito e na cabeça;
  • palpitações ou coração acelerado;
  • medo de morrer;
  • medo de enlouquecer ou perder o controle das situações;
  • sensação de estar separado de si mesmo;
  • sensação de irrealidade;
  • tremores;
  • dormência e formigamento;
  • suor excessivo;
  • arrepios, entre outros.

Além disso, não chega a ser incomum que as pessoas com síndrome do pânico apresentem sintomas de depressão. Todavia, apesar de atingir o clímax em torno de 10 minutos e depois diminuir aos poucos, esses ataques podem acontecer em sucessão.

Essa característica, aliada ao curto período de duração, além de dificultar o diagnóstico torna complicado determinar quando um ataque começa ou termina.

Ansiedade

Em contraste com a síndrome do pânico temos a ansiedade, sendo que uma das principais características dessa condição é que ela tende a se intensificar com o tempo. Além disso, tem uma íntima relação com uma preocupação excessiva com algo que pode representar um perigo potencial – seja real ou percebido.

Sendo assim, vale ressaltar que as crises de ansiedade surgem devido ao acúmulo dos níveis de estresse. Ou seja, normalmente, não ocorrem “do nada”. 

Lembrando que, nesse caso, os sentimentos de ansiedade vão além de preocupações passageiras ou uma consequência de dia complicado no trabalho.

De acordo com a situação, a ansiedade pode perdurar por semanas, meses e até anos. Todavia, quando o quadro é tão grave que afeta a rotina diária da pessoa, pode ser que ela esteja com transtorno de ansiedade.

Entre os sintomas mais recorrentes estão:

  • inquietação;
  • irritabilidade;
  • dificuldades para se concentrar;
  • tontura;
  • aumento da frequência cardíaca;
  • problemas no sono;
  • fadiga;
  • tensão muscular, entre outros.

Considerações gerais

De fato, muitos sintomas de ansiedade podem parecer aqueles relacionados a síndrome do pânico, mas é preciso ressaltar que eles tendem a ser menos intensos. Aliás, outro fator que permite diferenciar um e outro caso é o tempo. Como apontamos acima, os ataques de pânico duram poucos minutos, enquanto a ansiedade pode ir de semanas a anos.

Por fim, quem está lidando com o pânico, com a ansiedade persistente ou com ambos os problemas, deve consultar quanto antes um especialista. Além disso, há várias opções de tratamentos que podem ajudar, que incluem medicamentos e terapias que podem fazer toda a diferença para a manutenção da qualidade de vida.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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Dr. Deyvis Rocha  | Psiquiatra | CRM-SP 127821

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