somatização

Somatização: o que é e como identificar?

Corpo e mente são indissociáveis. Quando um sofre, o outro também padece. O transtorno de somatização é prova disso. Quem apresenta esse distúrbio mental costuma apresentar sintomas somáticos no corpo, ou seja, há um sofrimento físico real. Não é só coisa da mente. Não é apenas uma percepção equivocada da realidade.

A somatização é um problema complexo e nem sempre é identificado rapidamente, justamente porque apresenta diversas nuances. Se você deseja entender melhor esse assunto, leia o artigo completo e descubra mais precisamente o que é e como identificar esse transtorno. Boa leitura!

O que é somatização?

Para começo de conversa, a somatização não é uma invenção. O paciente sente o que de fato ele acredita e diz que sente. Por isso, costumam ir de médico em médico, realizam um exame atrás do outro e não se contentam com respostas inconclusivas ou resultados que demonstram que eles não possuem doença alguma.

A doença existe, mas é de ordem psicológica. Também chamada de síndrome de Biquet, essa condição é marcada pela existência de variados sintomas físicos, quem persistem ou retornam ao longo do tempo, sem necessariamente ter uma causa clínica que a justifique. Pesquisas apontam que esse problema atinge até 7% da população adulta mundial.

Quem tem esse transtorno tende a apresentar um nível de preocupação muito elevado em relação à doença e, em função disso, hipervalorizam os sintomas e os avaliam incorretamente e desproporcionalmente, tomando-os como ameaçadores, prejudiciais e extremamente incômodos. São pessoas que, na maioria das vezes, pensam o pior acerca da própria saúde.

Como identificar o transtorno?

A estratégia fundamental para identificar o transtorno de somatização consiste em saber reconhecer os sintomas dessa condição. Os indivíduos que sofrem com a somatização geralmente apresentam manifestações que provocam mal-estar e podem impactar negativamente a vida diária. Diferente do que muitos imaginam, nem sempre o quadro de somatização é caracterizado por múltiplos sintomas. Às vezes há apenas um sintoma recorrente. O mais comum é a dor.

Essa dor pode ser localizada ou generalizada, podendo vir ou não acompanhada de sinais como fadiga, indisposição, tensão muscular. Porém, independentemente das características sintomáticas, nesse tipo de transtorno geralmente não existe uma doença de base que represente maior gravidade. Não há, nos casos somáticos, uma causa orgânica.

Quais os impactos da somatização na vida da pessoa?

Infelizmente, no transtorno de somatização, a preocupação excessiva com a saúde passa a assumir uma posição de destaque na vida e chegam a se transformar em uma característica marcante da personalidade, gerando sérios prejuízos para os relacionamentos e para a interação social. A  qualidade de vida diminui, até porque os indivíduos com os transtornos dificilmente se sentem bem. Em casos mais graves, a somatização pode ser extremamente incapacitante. As consultas e exames tomam boa parte do seu tempo, entretanto, as preocupações nunca diminuem.

Como tratar?

Por mais que a dor seja física, é necessário ir direto às origens dela: a mente. Para tanto, é essencial fazer o diagnóstico diferencial e descartar a existência de outros quadros clínicos.  A abordagem terapêutica mais utilizada para tratar esse tipo de transtorno é a Terapia Cognitivo Comportamental. Ao suspeitar de somatização, é altamente recomendável procurar o psiquiatra de sua confiança para avaliar o quadro e dar início ao tratamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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