Transtorno bipolar

Transtorno bipolar na gravidez

Geralmente, pessoas bipolares apresentam o primeiro episódio da condição no final da adolescência ou por volta dos vinte anos. Contudo, para algumas mulheres, o parto é o evento desencadeador do transtorno bipolar.

Logo de início, é importante considerar que uma pessoa que tem o distúrbio bipolar apresenta extremos de altos (mania) e baixos (depressão). De acordo com o caso, os episódios podem durar algumas semanas ou até meses.

Quer entender mais sobre o transtorno bipolar em mulheres e sua relação com a gravidez? Então, continue e a leitura e saiba mais!

Quais são os principais sintomas?

Entre os sintomas de hipomania ou mania do transtorno bipolar, temos:

  • aumento de energia;
  • sensação de nervosismo ou ansiedade;
  • sensação de estar “alto”, meio fora da realidade;
  • diminuição do sono e do apetite;
  • sentimento de que é capaz de realizar qualquer coisa;
  • autoestima elevada;
  • fala acelerada ou mais rápida que o normal;
  • maior facilidade para se distrair;
  • assumir riscos sem pensar muito, como atividades perigosas ou gastar dinheiro exageradamente.

No caso dos episódios de depressão, os sintomas podem incluir:

  • problemas para dormir;
  • comer demais e, por isso, ter aumento de peso;
  • inquietação;
  • tristeza ou sensação de que está sempre “pra baixo”;
  • perda de interesse em atividades de que gostava;
  • dificuldades para se concentrar;
  • pensamentos e falas sobre morte e suicídio.

Além disso, o transtorno bipolar pode incluir alucinações, paranoia ou delírios, sendo que esses eventos podem aparecer quando os episódios de depressão ou mania são muito graves.

Quais os tratamentos disponíveis?

Sobre os tratamentos para o distúrbio bipolar, é preciso ressaltar que a definição da melhor abordagem depende da necessidade da paciente. Além disso, os sintomas nunca são iguais, logo, é preciso avaliar cada caso.

As opções disponíveis atualmente envolvem:

  • uso de medicamentos específicos,
  • aconselhamento e psicoterapia;
  • outras abordagens no ambiente hospitalar – por exemplo, manter a pessoa internada sob sedação, pois ela está colocando sua vida em risco.

O tratamento voltado para as mulheres ainda inclui algumas particularidades muito importantes:

  • como o tratamento poderá impactar a gravidez e garantir uma amamentação segura;
  • se o transtorno está prejudicando a menstruação e, possivelmente, a gravidez;
  • se existe risco adicional de outras condições, tais como obesidade, enxaqueca ou problemas de tireoide.

Considerações importantes sobre o transtorno bipolar e gravidez

Caso o diagnóstico do transtorno bipolar tenha ocorrido antes da gravidez, é recomendado que a paciente tenha uma conversa franca com seu médico para planejar tudo com mais segurança.

Isso é muito importante, pois alguns medicamentos usados para o tratamento da condição não podem ser consumidos durante o período de gravidez. Além disso, existe a necessidade de um acompanhamento detalhado sobre mudanças na medicação para evitar os riscos de recaída.

Aliás, o risco de uma recaída acontecer é maior durante o primeiro mês após o parto. Sendo assim, é uma boa ideia manter um acompanhamento adicional com o médico especialista em saúde mental durante esse período.

Por fim, grávida ou não, é importante que a paciente nunca pare de tomar seus remédios ou altere a medicação sem orientação médica. Fazer isso pode afetar não somente a sua qualidade de vida, mas também seus os planos de engravidar no futuro.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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Dr. Deyvis Rocha  | Psiquiatra | CRM-SP 127821

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