Erotomania

Erotomania: causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

A erotomania é uma forma rara de delírio paranoide. A pessoa afetada  tem uma forte crença de que um indivíduo específico está apaixonado por ela. Apesar de claras evidências demonstrando o contrário, a ilusão persiste. Essa condição tende a ser mais comum entre as mulheres do que entre os homens.

A seguir, explicamos as principais particularidades sobre a erotomania. Acompanhe!

Principais sintomas

A erotomania pode começar de maneira repentina e os sintomas tendem a ser duradouros. Sendo assim, um aspecto interessante sobre esse distúrbio é que o objeto de afeto tende a ser uma pessoa inacessível, com status social mais alto e com mais idade. Além disso, pode ter tido pouco ou nenhum contato anterior com a pessoa iludida.

Nesse sentido, os sinais e sintomas mais comuns da erotomania envolvem:

  • pensamento obsessivo sobre interesse amoroso com um estranho, pessoa de status ou celebridade;
  • perseguir ou assediar o objeto do interesse amoroso;
  • tentar se comunicar ou mandar presentes para o indivíduo alvo;
  • busca obsessiva por qualquer coisa que diga respeito ao interesse amoroso, como notícias, fotos e objetos;
  • enviar mensagens codificadas e secretas, mesmo sem comunicação direta com o alvo, expressando a afeição;
  • perder o interesse sobre as atividades de rotina para se dedicar a perseguir o alvo amoroso;
  • episódios psicóticos, pensamentos acelerados e insônia em decorrência da ilusão causada pela erotomania.

Possíveis causas

Na ausência de uma psicose a possibilidade maior é que a causa da erotomania seja questões emocionais e sociais, e não algumas alterações na fisiologia química do cérebro.

Sendo assim, entre fatores clínicos e sub clínicos da erotomania temos:

  • solidão;
  • dificuldade para se socializar;
  • sentimentos de rejeição;
  • baixa autoestima;
  • isolamento social.

Em suma, os fatores descritos abaixo indicam um quadro mais complexo e grave de erotomania:

  • predisposição genética para esquizofrenia ou outros transtornos psicóticos;
  • psicose causada por dependência de álcool ou drogas;
  • em decorrência de uma condição de saúde mental;
  • relacionada à deterioração da saúde física, como um quadro de demência ou um tumor cerebral;
  • quando a erotomania recebe a classificação de transtorno delirante.

Quando essa condição é duradoura, é possível classificá-la como transtorno de saúde mental, mesmo que outros sintomas não sejam notados.

Diagnóstico

Diagnosticar um quadro de erotomania é um processo que exige atenção e muito cuidado, pois é uma condição rara. Portanto, um profissional que não tem muita experiência pode não reconhecer os sintomas da condição rapidamente pelo fato de serem poucos os casos.

De qualquer forma, alguns requisitos precisam ser atendidos para o diagnóstico desse distúrbio:

  • delírios  sobre possíveis eventos, mesmo que estes sejam altamente improváveis de acontecer;
  • humor deprimido ou episódios maníacos;
  • duração do período delirante maior que o episódio maníaco ou de humor;
  • o delírio deve envolver o ponto central, ou seja, o objeto de interesse, sendo que os demais aspectos da vida da pessoa podem permanecer;
  • exclusão da esquizofrenia, intoxicação e transtornos de humor como causas de alguns sintomas.

Tratamento

O tratamento da erotomania envolve uma combinação de várias práticas. Por isso, a psicoterapia ajuda o indivíduo a gerenciar o problema, já os medicamentos são essenciais para aliviar os sintomas de ilusão. Assim, é importante considerar que a ilusão pode durar meses e até anos. Por isso, quanto mais tempo a pessoa ficar sem o tratamento adequado, maior será a dificuldade de lidar com o problema.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Então, leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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Dr. Deyvis Rocha  | Psiquiatra | CRM-SP 127821

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