Transtornos alimentares

Transtornos alimentares x autoestima: entenda a relação

O número de pessoas que sofre com transtornos alimentares tem aumentado muito. A situação se tornou tão séria que muitos países classificaram esse problema como uma questão emergencial de saúde pública. 

De início, é válido apontar que há vários fatores envolvidos com este distúrbio. Nesse sentido, nos últimos anos, a ciência tem estudado profundamente como a falta de autoestima pode ser uma das causas da condição.

Nos próximos tópicos explicaremos alguns dos pontos mais importantes sobre os transtornos alimentares e a relação com a autoestima. Continue a leitura e fique por dentro desse tema sensível, mas muito importante.

O que a ciência já sabe sobre a autoestima e distúrbios alimentares

As pesquisas mais recentes da área da saúde têm apresentado dados que permitem uma melhor compreensão sobre a relação entre os transtornos alimentares e autoestima.

Estudos de Minuchin, Selvini Palazzoli e Hilde Bruch, da psicologia sistêmica, apontam o perfeccionismo, a sensação de incompetência e a falta de autoestima como causas da obesidade, bulimia, compulsão alimentar e anorexia.

Sendo assim, vê-se que boa parte das pessoas com algum transtorno alimentar demonstram um fator comum: um baixo nível de autoestima.

Em suma, a autoestima diz respeito à opinião e a imagem que um indivíduo tem de si mesmo, podendo ser positiva ou negativa. Deste modo, a percepção de autoestima é formada com base em diversos fatores. Dentre eles, suas emoções, crenças, experiências pessoais, autoimagem, comportamentos, hábitos, bem como a partir de imagens que os outros construíram.

Causas dos transtornos alimentares

Como apontamos, a baixa autoestima configura uma das causas de transtornos alimentares. Aliás, isso foi evidenciado em um estudo da American Psychological Association (APA), que também destacou o bullying, traumas e abusos do passado como possíveis causas.

No entanto, há vários outros fatores envolvidos como, por exemplo, questões genéticas e até mesmo o ambiente. Além disso, dificuldades para lidar e resolver conflitos, problemas para falar sobre emoções negativas, abuso de determinadas substâncias químicas, transtorno de personalidade, relações parentais pobres. 

Por isso, lidar com distúrbios alimentares é um processo que demanda disciplina e acompanhamento especializado rigoroso. Ainda, necessita de um tratamento envolvendo uma abordagem de profissionais de várias áreas de saúde.

Embora seja um problema complexo, as estratégias usadas para trabalhar a autoestima e a imagem corporal negativa são muito eficientes e efetivas. Isso porque, consideram as diferenças individuais, os talentos internos e o desenvolvimento de habilidades que permitam a pessoa enfrentar o problema de forma saudável.

Portanto, fazer um acompanhamento com especialista em saúde mental é essencial para lidar com o transtorno e cuidar da autoestima. Ademais, praticar exercícios físicos, meditação, teatro ou dança, ou qualquer atividade que te faça bem, o ajuda a ganhar confiança, contribuindo para melhorar sua autoestima.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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Dr. Deyvis Rocha  | Psiquiatra | CRM-SP 127821

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